Olá alunos dos 1ºs A e B segue resumo e atividades de sociologia.
COLÉGIO PASCHOAL DANTAS
PROF. MAURÍCIO – SOCIOLOGIA 1º ANO ENSINO MÉDIO 1º BIMESTRE 2017
NOME:__________________________________________________________________________Nº______
NOME:__________________________________________________________________________Nº______
NOME:__________________________________________________________________________Nº______
NOME:__________________________________________________________________________Nº______
CULTURA E DIVERSIDADE
CULTURAL
Conceito de cultura: Segundo o sociólogo
inglês Raymond Williams, a palavra cultura vem do latim – colere – e definia
inicialmente o cultivo das plantas, o cuidado com os animais e também com a
terra (por isso, agricultura);
Definia,
ainda, o cuidado com as crianças e sua educação; o cuidado com os deuses (seu
culto); o cuidado com os ancestrais e seus monumentos (sua memória);
Chegaríamos
ao sentido mais comum do termo em nossa sociedade: o homem que tem cultura é o
homem “culto”. Mas, se pensássemos em cultura
apenas nesse sentido, teríamos que perguntar: só quem lê muito, quem passou um
longo tempo na escola é que tem cultura? E o bóia-fria, o operário, o
comerciante, estes não têm cultura?
Numa
outra perspectiva, poderíamos responder que cultura é cinema, pintura, teatro,
as manifestações artísticas em geral. Nesse caso, só os artistas é que teriam
cultura? Mas e as festas populares, as crenças, as chamadas tradições, seriam o
quê?
A
maneira de agir, pensar e sentir de um grupo de pessoas ou classe social seria
ou não cultura? O “modo de ser” dos brasileiros tem algo a ver com “cultura”,
com “cultura brasileira”?
Antes
de tentar responder a essas perguntas, devemos partir, especificamente, da
compreensão do próprio conceito. Pensar em cultura requer que se pense,
inicialmente, em sua relação com outros dois conceitos fundamentais: o de
civilização e o de história. Foi na Europa, a partir do século XVIII, que o
conceito de cultura passou a ser associado ao conceito de civilização. Os
pensadores do período, preocupados em estudar o homem e a sociedade, pensavam a
relação entre o conceito de cultura e de civilização de maneiras diversas, como
aponta a filósofa brasileira Marilena
Chauí.
Jean-Jacques Rousseau
(1712-1778):
cultura seria definida como bondade natural, solidariedade espontânea. A essa
ideia positiva de cultura, Rousseau opunha a ideia negativa de civilização. O
conceito de civilização era pensado como aprisionamento da bondade humana
natural, por meio de regras e convenções artificiais e exteriores ao homem;
Voltaire (1694-1778)
e Kant (1724-1808):
cultura e civilização representavam, ambas, o processo de aperfeiçoamento moral
e racional da sociedade.
Hegel (1770-1831): Compreendida em sua
relação com a história, a cultura é definida como o conjunto organizado dos
vários modos de vida de uma sociedade. Segundo o filósofo alemão, a cultura
resultaria da forma de ser dos homens (“Espírito Mundial”). Assim, a concepção
de cultura estaria relacionada com as formas como os homens vão compreendendo,
representando e se relacionando com os vários elementos componentes de sua
existência: o trabalho, a religião, a linguagem, as ciências, as artes e a
política.
Os
estudos antropológicos: A antropologia,
como ciência, desenvolveu-se principalmente a partir do século XVIII com a
expansão colonial européia. Novos territórios vinham sendo descobertos e
ocupados pelas potências européias (principalmente a Inglaterra) e novos povos
(considerados primitivos, quando comparados com a sociedade ocidental) eram
contatados. Era preciso conhecer seus hábitos, costumes e valores,
principalmente para melhor domina-los. A antropologia surgiu, como se pode
deduzir, como conseqüência da política imperialista e com o intuito de
auxiliá-la. Ao longo do tempo, porém, a atuação dos antropólogos desenvolveu-se
de maneira mais independente e num sentido muitas vezes oposto ao que deles se exigia.
Nas
últimas décadas, o estudo do “outro” (outros povos, suas crenças e costumes)
passa a se desenvolver no sentido político de mostrar que diferenças culturais
não significam inferioridade nem justificam a dominação. Por essa razão, a
antropologia ajudou a desqualificar o etnocentrismo (isto é, a tendência a
valorizar a própria cultura, tomando-a como parâmetro para avaliar as demais) e
a admitir o relativismo cultural. Para ela, cada sociedade possui o direito de
se desenvolver de modo autônomo, não existindo uma teoria sobre a humanidade
que possua alcance universal, e que seja capaz de impor-se a outras, com base
em qualquer tipo de superioridade.
TRIBOS URBANAS
As
Tribos Urbanas chamadas pelos sociólogos de “subculturas” ou “subsociedades”
são grupos formados nas cidades, mais comumente nas metrópoles, os quais
compartilham hábitos, valores culturais, estilos musicais e/ou ideologias
políticas semelhantes.
A
expressão “tribo urbana” foi criada
pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, em 1985.
No
geral, esse fenômeno surge da necessidade dos jovens de se agruparem,
pertencerem a um grupo e criarem uma identidade. Assim, conclui-se que as
tribos urbanas caracterizam um fenômeno juvenil dos grandes centros, as quais
se multiplicaram nas últimas décadas.
Dessa
forma, cada grupo possui uma estrutura interna própria, desenvolvendo sua
“subcultura social urbana” desde hábitos, condutas, pensamentos, filosofia,
vocabulário, preferências musicais, políticas, religiosas, maneira de se
vestir, dentre outros.
ALGUMAS TRIBOS
URBANAS E SUAS CARACTERÍSTICAS
Muitas
tribos urbanas surgiram dos movimentos de contracultura, por exemplo, os
hippies e os punks. Cada vez mais o número de tribos urbanas se multiplica nos
grandes centros urbanos, enfatizando, com isso, a diversidade cultural
existente, desse os gostos musicais, preferências artísticas, políticas, da
moda, de forma que tais grupos compõem um modelo de sociedade distinta, donde,
na maioria dos casos, contrapondo-se à política e economia vigentes.
Surfistas
Movimento
originado nos Estados Unidos, na década de 50, uma vez que o esporte se
popularizou em vários lugares do país, principalmente na Califórnia. Os
surfistas (surfers) possuem a natureza como filosofia de vida, desde o mar, as
ondas e as energias. Possuem um estilo próprio de indumentária, com roupas
leves, desde bermudas, saias, e roupas apropriadas para a prática desportiva.
Punks
Esse
grupo surge em meados da década de 70, na Inglaterra, nos Estados Unidos e na
Austrália, inspirados nas ideias anarquistas e niilistas propondo, assim, a
liberdade individual. Possuem um estilo próprio, com preferências musicais,
ideologias e rejeitam os ditames da moda, por isso, suas vestimentas são calças
rasgadas, normalmente justas, coturnos, jaquetas de couro, além de acessórios
como, anéis, pins, correntes e um penteado radical (moicanos).
Góticos
Os
góticos são um grupo originado na década de 70, nos Estados Unidos e na Europa,
e sua ideologia é o “luto pela sociedade”. Dessa maneira, a moda gótica é
marcada pelo uso de cores frias, comportamento introspectivo e depressivo. Os
góticos cultuam as sombras, costumam frequentar cemitérios e apreciarem poesias
românticas.
Skinheads
O
movimento skinhead (em inglês, “cabeça raspada”) teve sua origem na Inglaterra,
na década de 60, num movimento dos jovens proletários que se uniam para ouvir
estilos musicais como o soul, o ska e o reggae. No tocante ao estilo, os
skinheads usam a cabeça rapada, suspensórios, blusas com remendos, calças jeans
dobradas e coturnos. Atualmente, o movimento skinhead possui um caráter ultranacionalista
e conservador, mediado por atitudes xenófobas, racistas e homofóbicas.
A CELEBRAÇÃO DA DIVERSIDADE CULTURAL: TOLERÂNCIA OU INTOLERÂNCIA?
Apresentação, objetivos e alcances
Uma das questões mais
debatidas hoje no mundo é o respeito às diferenças culturais e à diversidade
cultural, como expressão de grupos que querem afirmar os seus modos de vida, as
suas especificidades culturais e o direito a poder exibir em público as marcas
das suas diferenças.
É um tema que fala de
tolerância, embora nos alerte para as possibilidades da intolerância quando
essas diferenças entram em disputa por mais direitos e maior visibilidade.
É um tema controverso
e suas expressões podem ser motivo de celebração quando as diferenças convivem harmonicamente,
ou podem ser bastante perversas quando se transformam em objeto de preconceitos,
de guerras e de genocídios, a exemplo de conflitos étnicos no continente
africano, de tensões raciais nos Estados Unidos e na África do Sul, de tensões
religiosas, a exemplo dos fundamentalistas em países do ocidente.
O choque entre
culturas e civilizações e a politização do tema do direito à diferença, além de
serem fenômenos bastante atuais, convidam ao olhar sociológico.
Pergunta-se, então:
1- Como
a diversidade cultural é vista no Brasil? A diversidade cultural é cultivada no
Brasil?
2- Há
culturas diferenciadas no Brasil? Como elas se manifestam?
3- A
miscigenação no Brasil dilui as diferenças sociais ou as afirmou?
4-
Como os grupos urbanos se diferenciam? Quais são as suas marcas de
diferenciação?
5-
Você faz fazem parte de algum dos chamados grupos urbanos. Explique.