domingo, 26 de março de 2017

Prof. MAURÍCIO - Sociologia - 1ºANO Ensino Médio A e B - Março 2017


Olá alunos dos 1ºs A e B segue resumo e atividades de sociologia.


COLÉGIO PASCHOAL DANTAS

PROF. MAURÍCIO – SOCIOLOGIA       1º ANO ENSINO MÉDIO              1º BIMESTRE              2017

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CULTURA E DIVERSIDADE CULTURAL

Conceito de cultura: Segundo o sociólogo inglês Raymond Williams, a palavra cultura vem do latim – colere – e definia inicialmente o cultivo das plantas, o cuidado com os animais e também com a terra (por isso, agricultura);
Definia, ainda, o cuidado com as crianças e sua educação; o cuidado com os deuses (seu culto); o cuidado com os ancestrais e seus monumentos (sua memória);
Chegaríamos ao sentido mais comum do termo em nossa sociedade: o homem que tem cultura é o homem “culto”. Mas, se pensássemos em cultura apenas nesse sentido, teríamos que perguntar: só quem lê muito, quem passou um longo tempo na escola é que tem cultura? E o bóia-fria, o operário, o comerciante, estes não têm cultura?
Numa outra perspectiva, poderíamos responder que cultura é cinema, pintura, teatro, as manifestações artísticas em geral. Nesse caso, só os artistas é que teriam cultura? Mas e as festas populares, as crenças, as chamadas tradições, seriam o quê?
A maneira de agir, pensar e sentir de um grupo de pessoas ou classe social seria ou não cultura? O “modo de ser” dos brasileiros tem algo a ver com “cultura”, com “cultura brasileira”?
Antes de tentar responder a essas perguntas, devemos partir, especificamente, da compreensão do próprio conceito. Pensar em cultura requer que se pense, inicialmente, em sua relação com outros dois conceitos fundamentais: o de civilização e o de história. Foi na Europa, a partir do século XVIII, que o conceito de cultura passou a ser associado ao conceito de civilização. Os pensadores do período, preocupados em estudar o homem e a sociedade, pensavam a relação entre o conceito de cultura e de civilização de maneiras diversas, como aponta a filósofa brasileira Marilena Chauí.
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): cultura seria definida como bondade natural, solidariedade espontânea. A essa ideia positiva de cultura, Rousseau opunha a ideia negativa de civilização. O conceito de civilização era pensado como aprisionamento da bondade humana natural, por meio de regras e convenções artificiais e exteriores ao homem;
Voltaire (1694-1778) e Kant (1724-1808): cultura e civilização representavam, ambas, o processo de aperfeiçoamento moral e racional da sociedade.
Hegel (1770-1831): Compreendida em sua relação com a história, a cultura é definida como o conjunto organizado dos vários modos de vida de uma sociedade. Segundo o filósofo alemão, a cultura resultaria da forma de ser dos homens (“Espírito Mundial”). Assim, a concepção de cultura estaria relacionada com as formas como os homens vão compreendendo, representando e se relacionando com os vários elementos componentes de sua existência: o trabalho, a religião, a linguagem, as ciências, as artes e a política.
Os estudos antropológicos: A antropologia, como ciência, desenvolveu-se principalmente a partir do século XVIII com a expansão colonial européia. Novos territórios vinham sendo descobertos e ocupados pelas potências européias (principalmente a Inglaterra) e novos povos (considerados primitivos, quando comparados com a sociedade ocidental) eram contatados. Era preciso conhecer seus hábitos, costumes e valores, principalmente para melhor domina-los. A antropologia surgiu, como se pode deduzir, como conseqüência da política imperialista e com o intuito de auxiliá-la. Ao longo do tempo, porém, a atuação dos antropólogos desenvolveu-se de maneira mais independente e num sentido muitas vezes oposto ao que deles se exigia.
Nas últimas décadas, o estudo do “outro” (outros povos, suas crenças e costumes) passa a se desenvolver no sentido político de mostrar que diferenças culturais não significam inferioridade nem justificam a dominação. Por essa razão, a antropologia ajudou a desqualificar o etnocentrismo (isto é, a tendência a valorizar a própria cultura, tomando-a como parâmetro para avaliar as demais) e a admitir o relativismo cultural. Para ela, cada sociedade possui o direito de se desenvolver de modo autônomo, não existindo uma teoria sobre a humanidade que possua alcance universal, e que seja capaz de impor-se a outras, com base em qualquer tipo de superioridade.

TRIBOS URBANAS

As Tribos Urbanas chamadas pelos sociólogos de “subculturas” ou “subsociedades” são grupos formados nas cidades, mais comumente nas metrópoles, os quais compartilham hábitos, valores culturais, estilos musicais e/ou ideologias políticas semelhantes.
A expressão “tribo urbana” foi criada pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, em 1985.
No geral, esse fenômeno surge da necessidade dos jovens de se agruparem, pertencerem a um grupo e criarem uma identidade. Assim, conclui-se que as tribos urbanas caracterizam um fenômeno juvenil dos grandes centros, as quais se multiplicaram nas últimas décadas.
Dessa forma, cada grupo possui uma estrutura interna própria, desenvolvendo sua “subcultura social urbana” desde hábitos, condutas, pensamentos, filosofia, vocabulário, preferências musicais, políticas, religiosas, maneira de se vestir, dentre outros.

ALGUMAS TRIBOS URBANAS E SUAS CARACTERÍSTICAS

Muitas tribos urbanas surgiram dos movimentos de contracultura, por exemplo, os hippies e os punks. Cada vez mais o número de tribos urbanas se multiplica nos grandes centros urbanos, enfatizando, com isso, a diversidade cultural existente, desse os gostos musicais, preferências artísticas, políticas, da moda, de forma que tais grupos compõem um modelo de sociedade distinta, donde, na maioria dos casos, contrapondo-se à política e economia vigentes.


Surfistas

Movimento originado nos Estados Unidos, na década de 50, uma vez que o esporte se popularizou em vários lugares do país, principalmente na Califórnia. Os surfistas (surfers) possuem a natureza como filosofia de vida, desde o mar, as ondas e as energias. Possuem um estilo próprio de indumentária, com roupas leves, desde bermudas, saias, e roupas apropriadas para a prática desportiva.

Punks

Esse grupo surge em meados da década de 70, na Inglaterra, nos Estados Unidos e na Austrália, inspirados nas ideias anarquistas e niilistas propondo, assim, a liberdade individual. Possuem um estilo próprio, com preferências musicais, ideologias e rejeitam os ditames da moda, por isso, suas vestimentas são calças rasgadas, normalmente justas, coturnos, jaquetas de couro, além de acessórios como, anéis, pins, correntes e um penteado radical (moicanos).

Góticos

Os góticos são um grupo originado na década de 70, nos Estados Unidos e na Europa, e sua ideologia é o “luto pela sociedade”. Dessa maneira, a moda gótica é marcada pelo uso de cores frias, comportamento introspectivo e depressivo. Os góticos cultuam as sombras, costumam frequentar cemitérios e apreciarem poesias românticas.

Skinheads

O movimento skinhead (em inglês, “cabeça raspada”) teve sua origem na Inglaterra, na década de 60, num movimento dos jovens proletários que se uniam para ouvir estilos musicais como o soul, o ska e o reggae. No tocante ao estilo, os skinheads usam a cabeça rapada, suspensórios, blusas com remendos, calças jeans dobradas e coturnos. Atualmente, o movimento skinhead possui um caráter ultranacionalista e conservador, mediado por atitudes xenófobas, racistas e homofóbicas.

A CELEBRAÇÃO DA DIVERSIDADE CULTURAL: TOLERÂNCIA OU INTOLERÂNCIA?

Apresentação, objetivos e alcances

Uma das questões mais debatidas hoje no mundo é o respeito às diferenças culturais e à diversidade cultural, como expressão de grupos que querem afirmar os seus modos de vida, as suas especificidades culturais e o direito a poder exibir em público as marcas das suas diferenças.
É um tema que fala de tolerância, embora nos alerte para as possibilidades da intolerância quando essas diferenças entram em disputa por mais direitos e maior visibilidade.
É um tema controverso e suas expressões podem ser motivo de celebração quando as diferenças convivem harmonicamente, ou podem ser bastante perversas quando se transformam em objeto de preconceitos, de guerras e de genocídios, a exemplo de conflitos étnicos no continente africano, de tensões raciais nos Estados Unidos e na África do Sul, de tensões religiosas, a exemplo dos fundamentalistas em países do ocidente.
O choque entre culturas e civilizações e a politização do tema do direito à diferença, além de serem fenômenos bastante atuais, convidam ao olhar sociológico.

Pergunta-se, então:
1- Como a diversidade cultural é vista no Brasil? A diversidade cultural é cultivada no Brasil?
2- Há culturas diferenciadas no Brasil? Como elas se manifestam?
3- A miscigenação no Brasil dilui as diferenças sociais ou as afirmou?
4- Como os grupos urbanos se diferenciam? Quais são as suas marcas de diferenciação?
5- Você faz fazem parte de algum dos chamados grupos urbanos. Explique.